sexta-feira, 21 de março de 2008

Elogio da Dialética



A injustiça avança hoje a passo firme Os tiranos fazem planos para dez mil anos O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são Nenhuma voz além da dos que mandam E em todos os mercados proclama a exploração; isto é apenas o começo Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos Quem ainda está vivo não diga: nunca O que é seguro não é seguro As coisas não continuarão a ser como são Depois de falarem os dominantes Falarão os dominados Quem pois ousa dizer: nunca De quem depende que a opressão prossiga? De nós De quem depende que ela acabe? Também de nós O que é esmagado que se levante! O que está perdido, lute! O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha E nunca será: ainda hoje Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã!

Eu nasci aqui !!!!!

A cidade é conhecida por causa das belezas e encantos naturais que são proporcionados aos visitantes, as festas tradicionais como a Copa de Vela e sem contar com o pioneirismo da cidade em relação à geração de energia no nordeste. Tudo começou com Delmiro Gouveia, um cearense que fez fortuna no sertão alagoano, e que apenas com meios próprios construiu a primeira usina do nordeste: a Usina de Angiquinho, com maquinário trazido da Europa.

A usina tinha como propósito abastecer uma futura indústria têxtil que Delmiro planejava trazer para a Cidade de Pedra, e que hoje se chama Delmiro Gouveia em homenagem a ele. Angiquinho é hoje uma usina que encanta quem a visita, seja pela antiguidade do que ainda resta dela, seja pela beleza do local.

A usina é um exemplo de força e determinação do sertanejo que, apesar das dificuldades tecnológicas da época, mesmo assim construiram um casa de máquinas em pleno paredão rochoso do cânion do Rio São Francisco