segunda-feira, 28 de abril de 2008

Saudade - A DOR QUE DÓI MAIS


A DOR QUE DÓI MAIS
Martha Medeiros

Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, dóem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa,
dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é saudade.

Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que já morreu.
Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Dóem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o escritório e ele para o dentista, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã.
Mas quando o amor de um acaba,
ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber.
Não saber mais se ele continua se gripando no inverno.
Não saber mais se ela continua pintando o cabelo de vermelho.
Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu.
Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ele tem comido frango assado, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua surfando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber.
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ele está com outra, e ao mesmo tempo querer.
É não querer saber se ela está feliz, e ao mesmo tempo querer.
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

sábado, 26 de abril de 2008

Somente a pessoa que corre riscos é livre!" - Seneca



Rir é correr risco de parecer tolo. Chorar é correr o risco de parecer sentimental. Estender a mão é correr o risco de se envolver. Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu. Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas. Amar é correr o risco de não ser correspondido. Viver é correr o risco de morrer. Confiar é correr o risco de se decepcionar. Tentar é correr o risco de fracassar. Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada. Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada. Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem. Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade. Somente a pessoa que corre riscos é livre!" - Seneca (orador romano)

Eu quero uma rosa
uma rosa singular
Uma rosa azul, mimosa
da cor das aguas do mar.

Eu quero uma rosa
Uma rosa azulada
Da cor dos miosótis
Uma rosa orvalhada.

Nas veias da nobreza
Azul é o sangue que flui
Eu quero uma rosa azul
Com selo "True blue".

Sei que no meu jardim.
A minha rosa azul, ditosa
Ainda há de florescer
Hei de vê-la bela, airosa
Antes do meu anoitecer.

Roselee Salles

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Fonte: http://Ibuiky.blogspot.com

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Carolina - (Chico Buarque)


a dor de todo esse mundo

Eu já lhe expliquei,
que não vai dar,
seu pranto não vai nada ajudar

Eu já convidei para dançar,
é hora, já sei, de aproveitar
Lá fora, amor, uma rosa nasceu,
todo mundo sambou,
uma estrela caiu



Eu bem que mostrei sorrindo,
pela janela, ah que lindo
Mas Carolina não viu...
Carolina, nos seus olhos tristes,
guarda tanto amor,
o amor que já não existe,



Eu bem que avisei, vai acabar,
de tudo lhe dei para aceitar
Mil versos cantei pra lhe agradar,
agora não sei como explicar
Lá fora, amor, uma rosa morreu,
uma festa acabou,
nosso barco partiu
Eu bem que mostrei a ela,
o tempo passou na janela
e só Carolina não viu.
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Ops : em comum com essa Carolina só tenho mesmo o nome!

Irmã de pantera é pantera também...

















Pantera Cor de rosa

Tcham, tchrãm, tarãm....


Divertida e Carismática...


E que elegancia no andar...


Impagável



Inimitavel...














sábado, 5 de abril de 2008


A prova mais clara de sabedoria é uma alegria constante.
"Michel de Montaigne.



"Ser feliz sem motivo: eis a forma mais autêntica de felicidade.
Carlos Drummond de Andrade.









"Felicidade é: muita saúde e pouca memória.
Ingrid Bergman .





"Há só uma felicidade nesta vida, amar e ser amado.
(George Sand)



"A felicidade é um bem que se multiplica ao ser dividido."
(Marxwell Maltz)


"A felicidade consiste em preparar o futuro, pensando no presente e esquecendo o passado se foi triste."
(John Ruskin)



"Sorria! Sorrir abre caminhos, desarma os mal-humorados, contamina. Mas sorria com a alma, não apenas com os lábios."
(Léa Waider)